Feira, que acontece de 27 a 29 de abril, reunirá expositores, tecnologia para o campo, julgamento de raças e gado leiteiro

A região dos Campos Gerais, no Paraná, pode ser considerada exemplar na produção, gestão e no modelo de negócio cooperativo para o Brasil e para o mundo. Responsável pela principal bacia leiteira do país, por um modelo de cooperativismo bem-sucedido e pelo desenvolvimento assertivo da técnica de plantio direto, a região tem em Carambeí o centro e polo difusor desse conhecimento, com a feira agropecuária que será realizada em abril – a ExpoFrísia 2017.
Temas como a melhor forma de fazer a gestão das propriedades rurais, a procura pela redução de custos e a melhora na produtividade são desafios que se colocam para o setor nos próximos anos e que estarão no centro das discussões e das propostas que a feira quer levantar.
A ExpoFrísia, que acontece de 27 a 29 de abril, no Parque de Exposições de Carambeí (PR), já se consolidou como referência e sinônimo de genética de qualidade do gado leiteiro, com a região dos Campos Gerais (PR) e os produtores pecuaristas apresentando alto índice de produtividade com as raças Holandesas e Jersey. Por isso, a feira será uma mostra privilegiada da excelência na produção de leite e da genética dessas raças, com a realização de julgamentos e negócios de sêmen e matrizes, comprovando o alto nível do plantel da região e, consequentemente, da produtividade leiteira.

Um pouco de história
A Frísia Cooperativa Agroindustrial completa 92 anos em 2017. As primeiras famílias holandesas se fixaram na região dos Campos Gerais em 1911, e uma das primeiras iniciativas de criação de cooperativa de produção surgiu em 1925, com sete sócios e produção de 700 litros de leite por dia, que geravam manteiga e queijo, comercializados em Ponta Grossa, Castro, Curitiba e São Paulo. A união das quatro fabriquetas existentes deu origem à Sociedade Cooperativa Hollandeza de Lacticínios, que três anos mais tarde se transformaria na Batavo.
A partir de 1943 chegam novos imigrantes e tem início o processo de mecanização da cultura e de aprimoramento genético, colaborando na expansão da cooperativa. Em 2011, retornou à industrialização da produção dos cooperados, com a construção da indústria de leite e, posteriormente, industrialização de suínos e de trigo. Em 2015 a Batavo mudou de denominação social, passando a se chamar Frísia Cooperativa Agroindustrial.