Foto: Leandro Gasparetti e Imagem Ilustrativa/Divulgação

As células-tronco são base para pesquisas importantes da medicina humana e podem curar ou reconstruir partes de tecidos de órgãos, nervos, ossos, coração. E elas também podem curar animais.
As células-tronco existem nos embriões, antes da formação dos fetos, e também em animais adultos, onde há estoques para a renovação natural do corpo. São células bem novas, que ainda não ganharam missão específica para virar, por exemplo, ossos, músculos, órgãos do corpo. Por isso, elas podem atuar em todo o organismo.
Há várias fontes de células-tronco. As adultas, não vêm dos embriões. Podem ser retiradas da gordura acumulada na garupa, abaixo da pele, por exemplo, ou da medula óssea (ou tutano), líquido que fica dentro dos ossos do cavalo.
No laboratório, essas células-tronco são separadas das células comuns e multiplicadas. O material já pronto é conservado a temperaturas baixíssimas, de onde só sai para ser aplicado em cavalos doentes.
Podendo ter várias funcionalidades como, na ortopedia, que as células-tronco são usadas em fraturas e para tratar tendinites, osteoartrites e artrites dos equinos. Ou na área reprodutiva, para o tratamento da endometrite, uma infecção que ataca o útero e pode levar à infertilidade, onde as células são aplicadas na parede do útero.
E, também, na temida bambeira, que faz com que o animal perca a estabilidade ao caminhar. A doença é provocada por um protozoário encontrado em animais silvestres, como o gambá. As fezes podem contaminar alimentos e, por consequência, os cavalos. O protozoário ataca o sistema nervoso central e embaralha as ordens entre o cérebro e os músculos. Alguns casos são leves, outros podem deixar sequelas e até levar à morte.

O tratamento por célula tronco é delicado, no qual elas são introduzidas na medula espinhal, sendo que o resultado aparece em torno de 20 a 30 dias. Vale ressaltar que o tratamento comprovado para este tipo de doença é o com antiprotozoários, mas existem casos que utilizaram o tratamento convencional e, posteriormente o de célula tronco, obtendo êxito na recuperação do animal.
Hoje, o Brasil tem 7 bancos de célula tronco privados, a maioria para pequenos animais, como cachorros e gatos. Mas o mercado dos grandes existe e atende, principalmente, cavalos de competição.

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