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Quem tem o hábito de visitar a feira ou o supermercado já deve ter reparado que, ultimamente, uma frutinha vermelha e com aspecto espinhoso tem aparecido em meio a outras frutas tradicionais, como a manga, o limão e a laranja. Essa fruta leva o nome de Pitaya e tem feito um verdadeiro sucesso nas mesas dos brasileiros, no último ano.
A Pitaya é uma fruta extremamente popular e bastante consumida na América Central e, em parte da Ásia, onde é cultivada. Originária do México e de países da América Central, a Pitaya parece ter desembarcado de vez no Brasil. Tanto é que, por causa da procura crescente, a fruta já vem sendo cultivada por aqui – principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Paraná. O termo que lhe dá nome é indígena e significa “fruta-escamosa”, mas ela também é conhecida como fruta-dragão, em outros cantos do mundo, por conta de seu aspecto externo que remete às escamas de um dragão.
Enquanto por fora, ela apresenta um aspecto irregular e pouco convidativo, por conta de sua casca “espinhosa”, por dentro ela apresenta uma saborosa e suculenta polpa, que é apreciada para consumir pura ou no formato de suco e outras receitas. Na hora da compra, a casca da pitaya merece atenção especial. Isso porque não pode exibir qualquer machucado. Fora isso, deve estar firme. A coloração esverdeada significa que ainda não está boa para consumo. Por outro lado, se o alimento amassa com facilidade ou está soltando líquidos, provavelmente já passou do ponto ou está estragada.
A Pitaya é uma fruta de baixo valor calórico, apesar de ser saborosa e doce. Para cada 100g de fruta estima-se um valor nutricional de aproximadamente 50 calorias. Além disso, ela é uma fonte riquíssima em vitamina C, A e E, além de minerais como o cálcio, ferro e zinco, antioxidantes, fibras alimentares e ômega 3 e 6.
Especialistas afirmam que esse alimento pode auxiliar no combate a ação de radicais livres no organismo, além de atuar no controle dos níveis de glicose e colesterol no sangue, reduzir a pressão arterial e melhorar o funcionamento intestinal.

Existem três espécies de Pitaya, que são igualmente comercializadas em todo o mundo:
Pitaya vermelha (Hylocereus megalanthus): casca e interior vermelhos;

Pitaya branca (Hylocereus polyrhizus): casca vermelha por fora e coloração branca por dentro;

Pitaya amarela (Selenicereus undatus): casca amarela e coloração branca por dentro.

Uma boa Pitaya, de maneira geral, tem coloração viva e uma casca íntegra e brilhante, além de um sabor doce e marcante. Uma boa porção pesa entre 100 e 300g. Ela deve ser armazenada sempre em local fresco e seco – como as laranjas e outras frutas com casca – mas consumida rapidamente para não estragar.
O sucesso da Pitaya no Brasil se deve não apenas à sua aparência colorida e apetitosa, mas também por conta de sua versatilidade para preparar diversas receitas refrescantes.
Ela é ideal para preparar sucos em conjunto com outras frutas, para incrementar iogurtes, gelatinas, saladas de frutas ou até mesmo para fazer sorvetes e vitaminas. A Pitaya vermelha é favorita para usar em receitas, por deixar tudo com uma bela cor viva e muito mais saborosa para quem vai consumir, mas todas elas oferecem os mesmos benefícios nutricionais e de sabor.