Foto: José R. Vieira Junior / Embrapa

Pseudomonas syringae pv. Garcae, esse é o nome da bactéria que vem se destacando na cafeicultura brasileira. Causadora da mancha aureolada, foi constatada pela primeira vez no Estado de São Paulo, em 1955.
Nessa época era mais comum em regiões mais frias, porém nos últimos tempos, foi detectada em estados mais quentes como Minas Gerais.
Seu ataque é mais agressivo em lavouras mais novas, porém, as demais também estão vulneráveis.
A bactéria atinge a plantação de café por diversos caminhos, seja por fenômenos da natureza, como chuva de granizo, ventos, “pegando carona” com outras pragas e através de aberturas causadas por ferimentos ou meios naturais como flores e nectários. Nesse último caso, o controle fica limitado, e a maneira para tentar controlar a praga é evitando os ferimentos.

Algumas dicas para evitar o ataque dessa praga em sua lavoura:
• Cuidado com acúmulo de ar e ventos frios;
• Verifique se há problemas após podas no cafeeiro;
• Proteja a lavoura contra chuvas de pedra;
• Evite altitudes elevadas;
• Controle da temperatura e umidade na lavoura;
• Nível adequado de nitrogênio na planta;
• Evitar mudas fracas no plantio, pois são mais vulneráveis a doença

Está em dúvida se sua lavoura está sendo atingida?
A doença ataca a lavoura em toda sua extensão, começando pelos ramos, que passam a ter uma coloração escura. Em seguida, ataca suas folhas, deixando com uma aparência de mancha necrótica, causando a queda das folhas e diminuindo a produção de fotoassimilados pela planta, consequentemente, há a queda de suas flores e frutos, reduzindo significativamente, a sua produção.
Confundida muitas vezes com outras doenças, como rizoctoniose, a praga da mancha-aureolada pode causar a morte da planta em até 1 ano.

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