Fotos: Divulgação / Cati

Promover o desenvolvimento rural sustentável por meio de ações participativas da comunidade e entidades parceiras é o objetivo dos técnicos especializados em Heveicultura da Secretaria do Estado da Agricultura e Abastecimento e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) de São José do Rio Preto. Há 3 anos eles acompanham duas propriedades rurais da região Noroeste do Estado onde projetos pilotos inseriram o cultivo consorciado da serigueira e o cacau.
“O cultivo do Cacau é uma realidade nas regiões tradicionais como Bahia e Espírito Santo mas com adaptações necessárias o plantio está sendo muito viável por aqui graças as condições de solo e clima favoráveis para o desenvolvimento do fruto”, explica o Engenheiro Agrônomo da CATI Andrey Vetorelli Borges.
Outras culturas anuais e semi perenes como milho, soja, mamão, banana e café também vem sendo introduzidas nas plantações de serigueiras.
A grande importância sócio econômica da Heveicultura é caracterizada pela geração
direta e indireta de empregos por unidade de área cultivada; fixação do trabalhador na
zona rural e pela renda que ajuda a movimentar a economia dos pequenos municípios.
O consórcio de seringais com outras culturas permite também o fortalecimento das atividades agrícolas de forma sustentável; diminui o risco econômico e permite melhor fluxo de caixa e aumentando a rentabilidade da área.
O estado de São Paulo é o principal produtor de Borracha Natural do Brasil, com cerca
de 110 mil hectares de florestas plantadas e responde por 57% da produção nacional.
A região de São José do Rio Preto têm cerca de 33 mil hectares deste total distribuídas em
em pequenas propriedades de até 20 hectares.
Tanto a SAA quanto a CATI acreditam que a região noroeste paulista onde o cultivo de seringueiras é tradicional tem potencial para a implantação do consórcio com Cacau em definitivo, permitindo a médio prazo a inserção de uma área significativa à produção cacaueira do Brasil, além de possibilitar a melhoria da qualidade de vida da população envolvida.
“Estamos acompanhando um projeto particular iniciado por um professor da Esalq que está com mais de 3 anos. Nessa área identificamos os melhores clones e formas de manejo para nossa realidade”, disse Andrey.
Segundo o Engenheiro Agrônomo da CATI, pesquisadores da Ceplac Bahia, Esalq Piracicaba e Apta Pindorama estão trocando experiências e as opiniões são unânimes a respeito da viabilidade desse consórcio para o Noroeste Paulista.