Fotos: Leandro Gasparetti

Começou no dia 1º e vai até o dia 30 deste mês mais uma etapa da vacinação contra a febre aftosa. “Nessa etapa serão vacinados os bovinos e bubalinos até 24 meses de idade, a vacinação deve ser feita entre os dias 1ª até 30 de novembro, o criador deve comprar as vacinas em lojas credenciadas pela Defesa Agropecuária e, depois, fazer a declaração pela internet ou nas unidades da Defesa Agropecuária, até o dia 07 de dezembro” explica Acacio Romoaldo Assoni Rodrigues, diretor da Defesa Agropecuária de São José do Rio Preto.


Acacio Romoaldo Assoni Rodrigues, diretor da Defesa Agropecuária de São José do Rio Preto

O processo de vacinação e a declaração são fundamentais para a comercialização de produtos como carne e leite, e também, para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento que autoriza o produtor a circular com seus animais. A declaração de vacinação e a atualização do rebanho existente deverão ser efetivadas. Este documento poderá ser entregue, juntamente com a nota fiscal de compra da vacina.
Trabalhando há 20 anos com melhoramento genético, em sua propriedade de 500 hectares, contando com rebanho de 2.900 cabeças, sendo que 750 animais receberam a segunda dose da vacina contra a febre aftosa. “Sigo sempre as normas, com preenchimento das guias, pois senão como faço para vender os animais depois, se não estiverem totalmente regularizados, futuramente não consigo vendê-los e, a mesma coisa acontece com quem me vende, se os animais não estiverem em ordem, não consigo comprar” comenta Luis Antônio da Silva, empresário e pecuarista.


Luis Antônio da Silva, empresário e pecuarista

A vacinação faz parte do processo de prevenção da reintrodução do vírus da Febre Aftosa no rebanho brasileiro, por isso sua importância para a manutenção do nosso status de livre da doença e evolução para a futura retirada da vacina. A expectativa é de que aproximadamente Cerca de 186 mil bovinos e bubalinos, com até 2 anos, devem ser vacinados contra a febre aftosa na região Noroeste, no estado de São Paulo, são cerca de 4.455 milhões.
“O Brasil conseguiu conquistar, com muito esforço, a condição de livre de febre aftosa com vacinação, somos reconhecidos internacionalmente com essa condição e, com isso, conseguimos exportar a carne para mais de 160 países que compram a carne brasileira. Pois a febre aftosa não é apenas uma doença que ataca os animais e interfere na saúde dos rebanhos, mas também é um indicador de qualidade da cadeia produtiva. Em 1996 o estado de São Paulo registrou o último foco de febre aftosa e, de lá para cá, o estado sempre teve índice elevados de adesão a vacinação, chegando até 98% do rebanho. Após o reconhecimento internacional do Brasil, em 2018, agora o país tem que começar a fazer a retirada gradativa da vacinação, como os estados do Acre, Rondônia, Amazonas, deixarão de vacinar a partir de 2020, o estado de São Paulo, por ser o centro nervoso do país, recebe cerca de 2.4 milhões de animais de outros estados para serem abatidos ou recriados, corre o risco de haver reintrodução do vírus” explica Fernando Gomes Buchala, médico veterinário da Defesa Agropecuária de São José do Rio Preto.


Fernando Gomes Buchala, médico veterinário da Defesa Agropecuária de São José do Rio Preto

O produtor que perder o prazo ou não vacinar pode ser multado em até R$ 132,00 por cabeça, quem não declarar ou não respeitar o período para fazer a documentação, também será autuado em R$ 79,00 por cabeça.

Os sintomas
Os principais sintomas da febre aftosa são feridas na boca, nas tetas e no casco. Os animais doentes salivam em excesso e andam com dificuldade. Por não conseguir se alimentar, o gado contaminado apresenta enfraquecimento e perda de peso. Muitas doenças apresentam sintomatologia semelhante à febre aftosa, por isso a notificação imediata desses sinais clínicos deve ser feita, para coleta do material adequado para o diagnóstico em laboratório.
“Enquanto estivermos protegendo os animais, com aplicação da vacina, não podemos deixar de prevenir, imagina se der problema no gado e ter que sacrificar todo o rebanho, é um prejuízo incalculável’ finaliza Silva.
Cuidados:
– Comprar as vacinas somente em lojas registradas;
– Verificar se as vacinas estão na temperatura correta: entre 2°C e 8°C;
– Para transportá-las, usar uma caixa térmica, colocar três partes de gelo para uma de vacina e lacrar;
– Manter a vacina no gelo até o momento da aplicação;
– Escolher a hora mais fresca do dia e reunir o gado. Lembrar que só devem ser vacinados bovinos e búfalos;
– Durante a vacinação, manter a seringa e as vacinas na caixa térmica e usar agulhas novas, de preferência do tamanho 15mm por 18mm, limpas;
– Lembrar que a higiene e a limpeza são fundamentais;
– Agitar o frasco antes de usar e aplicar a dosagem certa em todos os animais;
– Aplicar na tábua do pescoço, embaixo da pele, com calma;
– Preencher a declaração de vacinação e entregá-la no serviço veterinário oficial do Estado, junto com a nota fiscal de compra da vacina.


Acacio Romoaldo Assoni Rodrigues, Leonardo Arabe, Luis Antônio da Silva, Sérgio Expressão, Presidente do Sindicato Rural de Rio Preto e Fernando Gomes Buchala.

Escritório de Defesa Agropecuária de São José do Rio Preto
Telefone: (17) 3225-1764